TSE manda Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso sobre ato pró-Lula na Paulista
Ministro Marco Aurélio Belizze deu 24 horas para remoção e citou grave manipulação por descontextualização.
Em 30 segundos
- TSE mandou Flávio Bolsonaro apagar vídeo que associava uso de drogas a ato pró-Lula na Paulista de domingo (11).
- Ministro Marco Aurélio Belizze apontou manipulação por descontextualização e fixou 24 horas para remoção.
- Gravação já circulava antes do ato e, pelos documentos do processo, teria origem no Chile.
- Ordem atinge ainda Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal, Rony Gabriel e o perfil Sociedade em Fatos na Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral ordenou que Flávio Bolsonaro (PL) retire das redes um vídeo que associava o consumo de entorpecentes ao ato de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feito no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo. A ordem foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Belizze, que identificou engano no material divulgado pelo candidato do PL. Para o magistrado, as cenas aproveitadas não pertencem ao evento realizado na capital paulista.
Imagens antigas fora do ato
A filmagem exibe uma jovem de cabelos vermelhos sentada no solo de uma área ao ar livre, acompanhada de outras duas pessoas próximas. Em determinado momento, ela aspira um pó claro parecido com cocaína. A postagem levava a crer que o flagrante teria ocorrido durante a mobilização petista na Paulista, mas não há vínculo entre essas cenas e a manifestação.
A verificação indicou que o arquivo já rodava nas redes antes mesmo do ato em apoio a Lula. Um perfil do X localizado na Argentina postou o conteúdo em 10 de outubro, véspera da concentração em São Paulo. Outra conta chilena, que se apresenta como nacionalista e anticomunista, voltou a espalhar o mesmo registro, ligando a jovem a um protesto pró-Palestina realizado no país. Pelos documentos reunidos no processo no TSE, a publicação inicial teria ocorrido no Chile.
Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria e pode caracterizar, como no caso dos autos, grave manipulação por descontextualização
Marco Aurélio Belizze, ministro do TSE
Diante disso, Belizze fixou prazo de 24 horas para apagar as postagens que apresentaram as imagens da jovem como se tivessem ocorrido na Paulista. A determinação alcança Flávio Bolsonaro, o empresário Pablo Marçal (PRTB) e o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), bem como o deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS). A Meta também deverá remover conteúdo semelhante divulgado pelo perfil Sociedade em Fatos e identificar quem administra a página.
Crítica liberada sem manipulação
No entendimento do ministro, grupos políticos continuam autorizados a criticar o ato, porém sem apelar para montagem e retirada de contexto. O despacho preserva opiniões e avaliações sobre o evento, desde que não usem aquele vídeo específico como prova do que se passou na avenida. O ponto central, portanto, é separar crítica política de apresentação distorcida dos fatos.
A medida não impede críticas, opiniões ou publicações sobre a manifestação que não apresentem o vídeo anteriormente mencionado como registro do evento.
Marco Aurélio Belizze, ministro do TSE
O processo trata do ato que teve a presença de Lula na via paulistana. A difusão do registro antigo fora de contexto motivou a ação judicial e resultou na ordem de exclusão. Cumprida a determinação, o debate público deverá voltar ao que efetivamente aconteceu no domingo (11) na Avenida Paulista.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- G1 “TSE manda Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso sobre ato pró-Lula | G1”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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