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Onda de protestos na França termina em confronto, gás lacrimogêneo e mais de 100 presos

Atos pelo custo de vida reuniram 32.800 pessoas em 140 protestos fora de Paris e tiveram vandalismo em Marselha.

Por Redação Poder BR 3 min de leitura
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Onda de protestos na França termina em confronto, gás lacrimogêneo e mais de 100 presos
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Em 30 segundos

  • Polícia usou gás lacrimogêneo em confrontos com manifestantes em várias cidades neste sábado (17).
  • Até o meio-dia, 140 atos fora de Paris reuniram 32.800 pessoas.
  • Cerca de 100 pessoas foram detidas na região de Paris.
  • Mobilização nasceu em escolas do subúrbio de Paris por falta de professores.

Paris e outras cidades da França viveram neste sábado (17) um dia de confrontos entre policiais e manifestantes, com uso de gás lacrimogêneo, ruas bloqueadas e cerca de 100 pessoas detidas na região de Paris. Os atos, apontados como alguns dos mais violentos dos últimos anos, levaram milhares às ruas contra o custo de vida e a situação dos serviços públicos.

O que aconteceu nas ruas

Até o meio-dia, as autoridades contabilizaram 32.800 pessoas em 140 protestos fora de Paris. No centro da capital, o policiamento foi reforçado, principalmente nos arredores da Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, trechos que ficaram de fora dos trajetos de duas manifestações autorizadas.

Em diferentes localidades houve registros de violência, informou o Ministério do Interior, incluindo depredações em Marselha e agressões contra a polícia, a imprensa e prédios públicos. Segundo a emissora BFMTV, na região parisiense foram detidas cerca de 100 pessoas, em geral por carregar equipamentos de proteção vetados. Ainda em Marselha, o prédio da prefeitura sofreu danos e teve o policiamento reforçado depois que o prefeito falou com o primeiro-ministro e com o ministro do Interior.

De escolas para o país

A mobilização surgiu em escolas secundárias dos subúrbios pobres do norte parisiense no mês passado, motivada por reclamações de falta de docentes e de estrutura precária. A pauta dos estudantes foi ampliada e passou a concentrar protestos contra desigualdade, gastos públicos e padrão de vida.

Nas ruas deste sábado, manifestantes com coletes de alta visibilidade bloquearam ruas, imagem que lembrou os Coletes Amarelos do mandato anterior de Emmanuel Macron. Aquele movimento apareceu em 2018 contra impostos sobre o diesel, cresceu para a frente do custo de vida e da desigualdade e perdeu força após o anúncio de bilhões de euros em cortes de impostos. Desta vez, convocações em redes sociais chamaram veteranos de atos antigos, sindicatos estimularam a presença e pontos de encontro locais foram espalhados, como relatou o professor Yannick Maillou, de La Crèche, no oeste do país.

Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável, porque o preço do combustível está alto demais e porque estudantes do ensino médio estão sendo violentamente atacados e feridos por todo o país, apenas por tentarem protestar e exigir mais professores e condições dignas de ensino

Lola, manifestante de 19 anos em Paris

Pressão sobre Macron

Na sexta-feira (16), Emmanuel Macron havia apelado por serenidade e agora encara a reta final do mandato em meio a fragmentação política e pressão sobre a economia. A tentativa de conter a dívida pública não acalmou os investidores e fez o custo para o governo se endividar chegar ao nível mais elevado das últimas duas décadas.

O trabalho das forças de segurança passou a ser questionado após ferimentos em manifestantes, incluindo um adolescente que perdeu uma mão ao recolher uma granada de efeito moral. Mais de 900 policiais também se feriram, afirmou o ministro Sebastien Lecornu. O órgão fiscalizador apura ao menos duas dúzias de denúncias de violência policial, o emprego desse tipo de granada foi vetado em manifestações estudantis, mas o ministro do Interior, Laurent Nunez, declarou que elas poderiam ser usadas neste sábado.

Fontes

Os fatos desta notícia vêm destes veículos:

Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.

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