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Flávio pede ao TSE derrubar canal 'Exército de Lula' no WhatsApp; Cueva dá 72 horas

Corregedor-geral eleitoral manda senador esclarecer pedido em até 72 horas e dá cinco dias para a defesa dos citados; Janones fala em censura.

Por Redação Poder BR 3 min de leitura
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Flávio pede ao TSE derrubar canal 'Exército de Lula' no WhatsApp; Cueva dá 72 horas
Foto: Reprodução/Valor Econômico

Em 30 segundos

  • Cueva determinou que Flávio Bolsonaro preste esclarecimentos em até 72 horas sobre a ação contra o canal 'Exército de Lula', criado por Janones.
  • A ação foi protocolada na quarta-feira (7) contra Lula, Alckmin e o deputado André Janones (Rede-MG), que terão cinco dias para se defender.
  • A campanha de Flávio pede a suspensão do canal no WhatsApp, do perfil @janones.apoio no Instagram e dos impulsionamentos ligados à campanha.
  • Janones divulgou vídeo no Instagram classificando o pedido como tentativa de censura e convocou seguidores a compartilhar.

Neste sábado (10), o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, fixou prazo de até 72 horas para o senador Flávio Bolsonaro (PL), postulante à Presidência, se manifestar a respeito do processo em que solicita a remoção do canal 'Exército de Lula' no WhatsApp. O processo foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira (7) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente e postulante à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente, e André Janones (Rede-MG), deputado federal responsável pela criação do canal. Os alvos terão ainda até cinco dias para entregar defesa.

No processo, em tutela de urgência, a campanha de Flávio solicita o bloqueio do canal e do perfil @janones.apoio, no Instagram. Pede ainda o fim de impulsionamentos e de anúncios ligados à campanha presidencial. O requerimento se dá no âmbito da corrida de 2026, na qual Flávio Bolsonaro disputa pelo PL e Lula tenta a reeleição.

O que a campanha aponta

Segundo a defesa jurídica de Flávio, Janones repassa “missões” aos integrantes do grupo para que espalhem materiais “desinformativos e ofensivos”. Como exemplos mencionados aparecem atribuições de crimes ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, alegado comunicado de renúncia, falsa cobertura de apuração de votos e alegações de que o postulante do PL acabaria com auxílios sociais e buscaria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A delimitação imposta por Cueva

Antes de decidir sobre o mérito, Cueva disse ser preciso deixar claro que o escopo da apuração abrange apenas as postagens e recados apontados pela campanha de Flávio, as diretrizes para difundir materiais do canal e as condutas de articulação e disseminação. Serão examinados somente os impulsionamentos realizados antes de 8 de setembro, excluídas demais ações de comunicação ou de propaganda eleitoral.

Essa delimitação se faz necessária porque a natureza dinâmica da comunicação digital não autoriza, por si só, que novas publicações ou outras condutas venham a integrar automaticamente o objeto da investigação. A causa de pedir permanece vinculada aos fatos determinados narrados na inicial e submetidos ao contraditório, observadas as hipóteses legalmente admitidas de alteração da demanda e de consideração de fatos supervenientes

Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral

O corregedor ordenou ainda que Flávio esclareça a existência de pedidos parecidos formulados em demais ações já decididas. O postulante do PL terá de especificar as alegadas irregularidades indicadas no processo.

A campanha de Flávio tinha solicitado tramitação reservada para a apuração, porém Cueva avaliou inexistirem indícios de que a exposição pública do caso prejudicaria o andamento. O ministro recordou que Janones já tinha divulgado abertamente o pedido judicial para suspender o canal e o seu perfil nas redes sociais, fato que fragiliza a tese sobre precisar de sigilo.

Reação de Janones

Depois de ser informado sobre o processo no TSE, Janones divulgou em seu perfil no Instagram um vídeo no qual rebate a solicitação da campanha de Flávio e chama os seguidores a repartir o material.

É uma tentativa clara de censura, porque as redes sociais é onde eles sempre dominaram, mas com esse canal a gente passou eles e aí eles estão tentando vencer no ‘tapetão’

André Janones, deputado federal (Rede-MG)

Fontes

Os fatos desta notícia vêm destes veículos:

  • Valor Econômico “Flávio pede que TSE derrube canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp, e corregedoria quer esclarecimentos ”
  • UOL (YouTube, imagens) “Flávio pede a TSE fim do canal 'Exército do Lula', com 3,2 mi no WhastApp; Janones se pronuncia”

Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.

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