Kassio manda WhatsApp suspender em 3 horas canal 'Exército do Lula' de Janones
Decisão atende pedido de Flávio Bolsonaro e vale até a homologação do resultado do segundo turno.
Em 30 segundos
- Kassio Nunes Marques deu 3 horas para o WhatsApp tirar do ar o canal Exército do Lula.
- Flávio Bolsonaro acusa Janones de espalhar conteúdo falso e coordenar ataques à sua candidatura.
- Meta terá 48 horas para informar medidas, outros canais e mensagens apagadas, com guarda por 1 ano.
- Janones nega falsidades e diz que o canal ainda não tinha começado e só mobilizava militantes.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, mandou neste domingo (11) o WhatsApp retirar do ar o canal “Exército do Lula”. O aplicativo terá 3 horas contadas da notificação para cumprir a ordem, que atende a representação do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. A interdição vale até a homologação do resultado do segundo turno.
Disparo em massa de conteúdo barrado pela Justiça
O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e ultrapassava a marca de 3 milhões de participantes, sendo tratado como trunfo da campanha de Lula para ativar a militância digital. Para o senador, o espaço servia para espalhar inverdades e articular investidas contra sua postulação ao Planalto. O presidente do TSE entendeu que havia base para a trava imediata.
Segundo o ministro, os seguidores recebiam orientação para replicar materiais já vetados pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estão as versões sobre um suposto vínculo de Flávio Bolsonaro com milícias e sobre a suposta perda do título de Padroeira do Brasil por Nossa Senhora Aparecida. Janones ainda estimulava o reenvio em massa para turbinar o alcance das postagens.
Kassio Nunes Marques também impôs obrigações à Meta, dona do WhatsApp. A empresa deverá informar em até 48 horas quais providências tomou, se há outros canais sob comando de Janones e entregar um levantamento de tudo o que foi publicado, até o que foi apagado. O ministro instalou ainda supervisão regulatória direta sobre a plataforma e mandou guardar os registros por ao menos 1 ano, deixando para depois a análise do pedido para vetar novos canais do parlamentar.
Ação mira chapa Lula-Alckmin e perfil reserva
Na véspera, sábado (10), o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, tinha solicitado esclarecimentos ao senador. Flávio Bolsonaro recebeu prazo de 72 horas para especificar os pedidos formulados em ação movida envolvendo Lula (PT), presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente, e André Janones (Rede-MG), deputado. Conforme o despacho, a finalidade é apurar eventual repetição das solicitações em demais ações e definir a abrangência antes de apreciar medidas urgentes.
Nessa ação, a campanha de Flávio Bolsonaro solicita a cassação do registro ou do diploma da chapa Lula-Alckmin e a inelegibilidade dos envolvidos em supostos abusos. O time pede ainda a derrubada do “Exército do Lula” e do perfil @janones.apoio no Instagram, a exclusão de postagens apontadas como irregulares, o fim de impulsionamentos e a guarda do material digital. O corregedor entendeu que era preciso esclarecer esses pontos antes de avaliar liminares.
Janones reagiu dizendo que a ofensiva ocorre no momento em que o canal se preparava para reforçar a convocação de apoiadores para o segundo turno. Na noite de sábado, em live no Instagram, ele negou ter veiculado falsidades e sustentou que a operação nem teria largado de fato. Também afirmou ter alinhado a estratégia com o núcleo de Lula, que gravaria vídeos para puxar novas adesões.
Eu não estou dizendo que eu não divulguei nenhuma notícia falsa. Eu estou dizendo que eu não divulguei nenhuma notícia. Porque o canal não começou ainda, estava marcado pra começar hoje
deputado federal André Janones (Rede-MG)
Para sustentar a versão de uso apenas mobilizador, o deputado citou o desempenho recente nas redes. Disse que, dois dias antes, uma transmissão no YouTube reuniu 200 mil espectadores ao mesmo tempo, o que, segundo ele, explicaria o receio do adversário. A alegação, porém, não afastou a ordem de suspensão determinada neste domingo pelo presidente do TSE.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- Folha de S.Paulo “Kassio atende a pedido de Flávio Bolsonaro e manda suspender canal pró-Lula criado por Janones”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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