Rebeca lidera salto, Flávia brilha na trave e Brasil vai à final do Mundial
Equipe soma 159,131 pontos, passa três rivais na última nota em Roterdã e decide medalhas nesta semana.
Em 30 segundos
- Rebeca Andrade assume a ponta do salto com média de 14,533 em Roterdã.
- Flávia Saraiva avança em 3º na trave com 14,400 e vai à final do individual em 12º.
- Brasil fecha a classificatória em 8º com 159,131 pontos e entra na final por equipes.
- Decisão por equipes será quarta-feira às 14h30 e vale vaga olímpica antecipada.
O Brasil garantiu lugar na final por equipes do Mundial de ginástica artística em Roterdã. A classificação foi definida na última apresentação da qualificatória, com Rebeca Andrade encerrando a participação no salto. Flávia Saraiva também foi decisiva na trave e o país ainda colocou ginastas nas finais individuais e por aparelhos.
O grupo com Rebeca, Flávia, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg, além de Gabriela Bouças como suplente, fechou a fase inicial na oitava colocação, com 159,131 pontos. O desempenho final ultrapassou Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda, com vantagem inferior a dois décimos sobre as britânicas. As primeiras posições ficaram com China, com 164,996 pontos, Estados Unidos, com 164,529, e Rússia, com 163,662.
Rebeca resolve no último salto
Responsável por fechar a série do time, a campeã olímpica do aparelho entregou duas apresentações de alto nível. No primeiro salto, um Duplo Twist Yurchenko, ela recebeu 14,400, com grau de dificuldade 5,0. Na sequência, com um Lopez de dificuldade 4,8, alcançou 14,266. Com o acréscimo de 0,2 por usar entradas distintas, a média chegou a 14,533 pontos, a melhor da disputa até o momento.
A marca ficou muito perto dos 14,549 obtidos no Pan-Americano de junho, o melhor registro do planeta neste ano. Foi o retorno de Rebeca a uma grande competição internacional desde os Jogos de Paris. Ela ficou fora das disputas em 2025 para cuidar do corpo e da cabeça após conquistar quatro pódios em 2024, e neste Mundial se concentrou em dois aparelhos, priorizando limpeza de execução. Na trave, uma queda em elemento acrobático a deixou com 13,033, de dificuldade 5,5.
A gente já sabia desde o começo do ano que a Rebeca ia se preparar para fazer apenas dois aparelhos, e a gente optou por não dificultar tanto salto e focar na execução.
Francisco Porath, técnico de Rebeca e da seleção brasileira
Flavinha segura na trave
Flávia apostou em uma série mais segura em seu principal aparelho, reduzindo o risco na parte acrobática para buscar precisão. A escolha funcionou e ela somou 14,400, com dificuldade 6,1. A brasileira chegou a liderar a trave por boa parte da qualificatória e só foi ultrapassada na última subdivisão pelas chinesas Zhang Qingying, com 15,100, e Qiu Qiyuan, com 14,966.
Quarta colocada no Mundial do ano passado e com duas finais olímpicas na trave no currículo, Flávia assegurou o terceiro lugar na fase inicial. Ela ainda se classificou para a final do individual geral na 12ª colocação, ao lado de Lorrane Oliveira, 22ª. No salto, com incômodo na coxa esquerda desde o treino de pódio, Flávia optou por um salto mais simples e cravou para 13,000.
Virada construída aparelho a aparelho
O Brasil largou nas barras assimétricas, ponto historicamente mais frágil, e somou 39,200 pontos. Thais abriu com 12,200 após falha na saída, Sophia teve duas quedas e fez 10,033, nota descartada, Lorrane quase zerou os erros para 13,700 e Flávia, mesmo com passos largos na chegada, marcou 13,300. Na trave, o conjunto foi um dos melhores da competição, com 40,933 pontos, graças ao 13,500 de Thais, ao 12,466 de Lorrane e ao destaque de Flávia.
No solo, a equipe acumulou 38,732 pontos, com 12,733 de Thais, 12,566 de Sophia, 13,133 de Lorrane e 12,866 de Flávia. A virada veio no salto: Lorrane marcou 12,866, Sophia caiu e fez 12,766, Flávia cravou 13,000 e Rebeca precisou de nota alta para buscar a classificação. A decisão por equipes será quarta-feira, às 14h30 de Brasília, com medalhas que dão vaga olímpica antecipada. O foco brasileiro é buscar o pódio com apresentação limpa, mas a meta principal é a vaga para Los Angeles no Mundial de 2027, na China, que terá mais nove lugares. Por ir à final em Roterdã, o time feminino já assegurou presença no Mundial do ano que vem.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- ge “Rebeca Andrade lidera salto e Brasil vai à final do Mundial | Ge”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
Adicionar o Poder BR às fontes preferidas no Google


