Na Globo, Flávio nega Eduardo como chanceler e evita dizer se dará cargo a Jair
Senador disse que irmão 'não será chanceler' e que pai 'nunca tratou de cargo', além de manter salário mínimo e pisos de Saúde e Educação.
Em 30 segundos
- Flávio Bolsonaro disse na TV Globo que Eduardo Bolsonaro não será chanceler em eventual governo.
- Senador desconversou sobre dar cargo a Jair Bolsonaro e disse que tema não está no radar.
- Candidato prometeu manter valorização do salário mínimo e pisos de Saúde e Educação.
- Datafolha mostra Flávio com 47% contra 45% de Lula nas intenções de votos totais.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira, que o irmão Eduardo Bolsonaro não vai comandar o Itamaraty caso ele vença a eleição. O senador também desconversou quando foi perguntado sobre uma eventual função para o pai, Jair Bolsonaro, no governo.
Flávio elogiou a atuação do irmão nos Estados Unidos, mas foi direto ao afastar a hipótese de entregá-lo à diplomacia. Eduardo está fora do país desde fevereiro do ano passado e diz ser alvo de supostas perseguições do Judiciário brasileiro.
Pai fora do radar
Ao ser questionado sobre o pai, o candidato mudou o foco e criticou o julgamento que levou à prisão de Jair Bolsonaro. Ele garantiu que nunca tratou do assunto com o pai e que a possibilidade de um cargo não está entre os planos.
O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo. Nunca sugeriu que queria trabalhar no governo. Não está no radar (que ele tenha um cargo).
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência
Flávio disse ainda que, como presidente, teria o povo brasileiro como referência principal. Segundo ele, o pai jamais pediu para participar da equipe e nunca indicou querer trabalhar na gestão.
Economia na defesa
Na área econômica, o candidato recuou de ideias defendidas pelo mercado e citadas por seus assessores. Ele prometeu manter a valorização real do salário mínimo e afirmou que não vai alterar os pisos constitucionais de gastos com Saúde e Educação.
O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula. Ele é o maior problema para esse desajuste de contas.
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência
Flávio acusou o adversário de espalhar medo ao dizer que ele acabaria com aposentadorias, atingiria servidores e privatizaria Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. Ele também não detalhou como faria os cortes de R$ 200 bilhões anunciados por assessores, citando apenas de forma genérica enxugamento de ministérios e estatais, royalties do petróleo e combate à corrupção.
Escala 6x1, reeleição e filme
Questionado por ter votado pelo fim da escala 6x1 depois de chamar a proposta de oportunista, o senador negou motivação apenas eleitoral. Ele afirmou que percorreu o país e percebeu que a maioria da população apoia a mudança, mas alertou que a folga extra não resolve a violência e o endividamento, citando o risco de assalto no ônibus e a preocupação com dívidas.
Flávio voltou a defender o encerramento da reeleição e declarou que apenas um mandato basta para começar a recuperar o país. A respeito do pedido de valores a Daniel Vorcaro, do Banco Master, destinado à cinebiografia do pai, reiterou que se tratava de verba privada para um filme privado.
Ele não respondeu o que ocorreu com os valores enviados ao fundo do exterior Havengate. Também não explicou a diferença entre o custo apontado por perícia para o filme e os R$ 134 milhões solicitados a Vorcaro. A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta aponta Flávio com 47% das intenções totais de voto, contra 45% de Lula, com queda de dois pontos do senador ante a semana anterior e estabilidade do petista.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- O Globo “Na Globo, Flávio diz que Eduardo não será chanceler e evita responder se daria cargo ao pai: 'Nunca tratou disso'”
- UOL (YouTube, imagens) “Flávio Bolsonaro não descarta dar cargo ao pai e diz que Eduardo não será chanceler”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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