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PF diz que amigo de Flávio Bolsonaro tinha sala secreta para dinheiro vivo em hangar

Relatório de operação de 7 de agosto em Brasília cita porta blindada, máquina de contar cédulas e malas vazias; defesa nega irregularidade.

Por Redação Poder BR Atualizado 3 min de leitura
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PF diz que amigo de Flávio Bolsonaro tinha sala secreta para dinheiro vivo em hangar
Foto: Reprodução/Estadão

Em 30 segundos

  • PF afirma ter achado compartimento oculto para numerário em hangares 36 e 37 no Aeroporto de Brasília, ligados a Willer Tomaz.
  • No local não havia cédulas, mas foram descritas malas vazias, máquina de contar dinheiro e estrutura gradeada.
  • Defesa diz que sala-cofre atende empresas de transporte de valores e chama tese de irregularidade de fantasiosa.
  • Willer é investigado em inquérito no STF sobre suspeita de lavagem para Flávio Bolsonaro, que nega irregularidades.

A Polícia Federal afirma ter localizado um compartimento escondido para guarda de cédulas nos hangares 36 e 37 da área executiva do Aeroporto Internacional de Brasília, vinculados a duas empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O relato consta de documento sobre a operação de busca e apreensão realizada em 7 de agosto, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e obtida pelo Estadão.

Porta blindada e máquina de contar cédulas

Segundo os investigadores, a equipe cumpriu mandados pela manhã nos hangares ocupados pelas firmas de Willer e depois recebeu uma denúncia anônima sobre um espaço oculto para numerário. Os policiais voltaram ao endereço às 15h e descreveram uma alteração estrutural, com um obstáculo de madeira e, atrás dele, uma porta metálica de elevada robustez, aparentemente blindada. Nenhum dinheiro vivo foi encontrado no compartimento, mas foram relatadas malas vazias, máquina de contagem e divisórias internas gradeadas.

A operação original foi autorizada para apurar suspeitas de ocultação de patrimônio ligadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Nos hangares, a PF apreendeu quatro aeronaves: um helicóptero Robinson R66 de 2012, um avião Cessna 550 Bravo de 2001, um helicóptero Helibras AS 350 B2 de 2007 e uma aeronave Cessna Aircraft de 2000. Os aparelhos ficaram acautelados no próprio local, sob responsabilidade de uma funcionária da empresa.

Embora não tenha sido localizada qualquer quantia em espécie no interior do compartimento, foram encontrados elementos materiais compatíveis com sua utilização pretérita para guarda e movimentação de numerário, notadamente malas vazias adequadas ao transporte de elevados volumes de dinheiro, máquina destinada à contagem de cédulas e estrutura interna gradeada e compartimentada, típica de ambiente destinado à custódia de valores

Polícia Federal, em relatório

Os agentes também copiaram listas de passageiros e diários de bordo das aeronaves dos últimos anos, que eram oferecidas para táxi aéreo. O material ainda está em análise para identificar quem utilizou os voos. O Estadão já havia informado que Flávio Bolsonaro usou aeronaves do advogado, inclusive em viagem com a família para o Rio de Janeiro. A PF pediu perícia papiloscópica para tentar identificar quem frequentava o compartimento e avalia se houve retirada de valores no intervalo entre as duas idas ao hangar.

Defesa nega e cita transporte de valores

Procurado, Willer Tomaz afirmou que a sala-cofre e os equipamentos ficam nos hangares das empresas de aviação e seriam essenciais para atender companhias de transporte de valores presentes na carteira de clientes. Ele classificou como fantasiosa a hipótese de uso do espaço para guardar ou contar recursos sem declaração. A PF, por outro lado, sustenta que os achados reforçam a hipótese de movimentação física de numerário por meio de aeronaves privadas.

O advogado passou a ser investigado também em um novo inquérito no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que analisa indícios de lavagem de dinheiro em benefício de Flávio Bolsonaro. Esta é a segunda apuração no Supremo em que o senador figura como investigado, com provas obtidas da quebra do sigilo da nuvem de Willer em investigação no Rio Grande do Sul. Willer depositou R$ 258 milhões em uma plataforma de apostas e foi indicado como o maior apostador individual do País em documento do Ministério da Fazenda, movimentação avaliada como atípica pelos investigadores.

Na mesma operação, a PF cumpriu mandado em um rancho de Willer em Planaltina de Goiás (GO), onde havia sido feita uma foto do senador Weverton Rocha com políticos do Centrão na piscina. Os investigadores descreveram sinais de alto padrão patrimonial, como praia artificial, lago com píeres, motos aquáticas e um túnel subterrâneo que liga pontos da propriedade separados por via pública. No rancho, foram recolhidos quatro equipamentos de armazenamento de câmeras de segurança para apurar o fluxo de pessoas, veículos e bens.

Fontes

Os fatos desta notícia vêm destes veículos:

  • Estadão “PF diz que advogado Willer Tomaz tinha sala secreta para dinheiro vivo em hangar de aviação”

Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.

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