Flávio aciona TSE contra Exército do Lula por manipular buscas no Google
Pedido levado a Kassio Nunes Marques em 20 de outubro questiona resposta do WhatsApp sobre canal ligado a Janones.
Em 30 segundos
- Equipe de Flávio Bolsonaro levou caso do canal Exército do Lula ao presidente do TSE em 20 de outubro de 2026.
- Defesa afirma que aliados de Janones incentivam buscas pela frase contra Bolsonaro no Google e ações no X.
- WhatsApp negou indícios de ação articulada e a campanha quer esclarecimentos da Meta.
- Canal ligado a Janones reúne 6,6 milhões de inscritos, acima dos 2,1 milhões do Tropa do Flávio.
A corrida presidencial voltou ao Tribunal Superior Eleitoral em 20 de outubro de 2026, uma terça-feira. A equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levou ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, um questionamento sobre o canal Exército do Lula no WhatsApp. O foco é a manifestação do aplicativo, que afastou a existência de movimentação articulada entre perfis ligados ao deputado André Janones (Rede-MG).
Os advogados do candidato do PL querem que a empresa dona do aplicativo justifique essa conclusão. Para a campanha, a resposta apresentada destoa do volume de mensagens e do padrão de postagens observado nos últimos dias, o que exigiria transparência sobre os critérios usados na apuração interna.
Alta de buscas após debate
Na peça, a defesa descreve uma tentativa de interferir em ferramentas de pesquisa e na lista de assuntos em alta. Participantes do grupo estariam estimulando seguidores a digitar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a turbinar marcadores no X para ampliar o alcance do tema.
artificialmente inflado nas redes, mediante manipulação algorítmica
defesa de Flávio Bolsonaro
O documento relaciona a movimentação ao crescimento de consultas desfavoráveis ao senador após o confronto entre candidatos promovido pela Band em 18 de outubro, no domingo anterior. Na leitura dos advogados, o salto não seria fruto de curiosidade espontânea, mas de impulso organizado para contaminar o ambiente da disputa presidencial.
Disputa de liminares no TSE
O canal comandado por Janones concentra nas redes a militância virtual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O endereço reúne atualmente 6,6 milhões de inscritos no WhatsApp, total bem acima dos 2,1 milhões somados pelo Tropa do Flávio, espaço digital alinhado ao senador fluminense.
O tema já havia chegado à presidência do TSE em 11 de outubro, por iniciativa do mesmo grupo político. A provocação abriu uma sequência de ordens conflitantes dentro do tribunal, com o presidente Kassio Nunes Marques de um lado e o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, responsável por assuntos de propaganda, de outro.
Cueva suspendeu a ordem anterior do presidente e autorizou o funcionamento do canal. Em seguida, Nunes Marques editou nova medida cautelar que prevaleceu sobre a do colega. No dia 13 de outubro, o presidente chamou representantes das duas candidaturas para uma conversa e, depois, a Corte firmou o entendimento de que a simpatia voluntária não transforma automaticamente um canal de mensagens em estrutura oficial de campanha.
Procurado por e-mail para comentar as acusações feitas pela equipe do adversário, o deputado da Rede mineira não apresentou resposta até o fechamento da reportagem original. O espaço permanece aberto para manifestação posterior, com atualização do caso caso algum posicionamento seja enviado.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- Poder360 “Campanha de Flávio aciona TSE contra Exército do Lula por "manipular buscas"”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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