Ex-assessor da Alerj é preso com fuzil e R$ 33 milhões movimentados em 5 anos
Marcel Rodrigues Fernandes foi um dos 5 presos na Operação Magen, que apura venda de armas ao TCP no Rio de Janeiro.
Em 30 segundos
- Marcel Rodrigues Fernandes foi preso com um fuzil calibre 7.62 no quarto de um hotel caro da Barra da Tijuca, no Rio.
- O ex-assessor da Alerj recebia cerca de R$ 8 mil por mês, mas movimentou mais de R$ 33 milhões em 5 anos.
- A Operação Magen apura a negociação de ao menos 22 armas, incluindo 13 fuzis, para o Terceiro Comando Puro (TCP).
- Além dele, mais 4 pessoas foram detidas, entre elas um PM da ativa; um policial civil e o chefe do TCP seguem foragidos.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam nesta quarta-feira (7) Marcel Rodrigues Fernandes, ex-assessor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dentro de um quarto de hotel de alto padrão na Barra da Tijuca, numa avenida à beira-mar. Ele estava com um fuzil calibre 7.62 e é um dos 5 detidos na Operação Magen, que investiga um grupo acusado de armar o Terceiro Comando Puro (TCP).
As contas do ex-assessor não fecham com o salário. No cargo comissionado na Alerj, ele levava por mês algo em torno de R$ 8 mil, mas, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 33 milhões em 5 anos. Outro fuzil do mesmo calibre foi encontrado pelos agentes em sua residência, em Angra dos Reis.
O cargo dele na Alerj perdurou até outubro de 2025. Marcel também passou pelo Detran-RJ, de onde saiu em maio deste ano.
O que a Operação Magen investiga
A operação foi batizada pela equipe do Gaesf, braço do MP estadual especializado em integridade e sonegação fiscal, e contou com a PF. O alvo é um bando suspeito de negociar armas com o TCP, facção comandada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão — e também de entregar informações sigilosas para integrantes da quadrilha.
Tudo começou com o exame de um celular atribuído a Peixão. Nele, os investigadores teriam encontrado diálogos indicando que o traficante se valia de policiais e de outros agentes públicos para comprar armamento.
Segundo as apurações, o bando tratou da venda de pelo menos 22 armas, sendo 13 fuzis calibre 5.56, e ainda teria comercializado granadas e fardas da Polícia Civil.
Quem mais foi preso
- Eduardo Thales Lopes Pires, que deixou a PM e trabalhou como comissionado na Alerj de 2022 a 2024;
- José Carlos Ribeiro de Campos, outro ex-policial militar;
- Johan Borja Portela, que segue na ativa na PM, com lotação no Batalhão Ambiental;
- Vitor Hugo Marinho Garcia, o Batata, ex-PM que a investigação aponta como o cabeça do grupo.
A prisão de Batata aconteceu em Nova Iguaçu. No endereço dele, os agentes acharam um fuzil, uma granada, R$ 67 mil em dinheiro vivo e 14 celulares. Até maio deste ano, ele exercia função na Presidência do Detran-RJ, tendo sido exonerado pela gestão atual do órgão.
Foragidos e reação das corporações
Há ainda um policial civil na ativa entre os alvos: Carlos Barnabé Santos Souza. As investigações indicam que ele passava dados sigilosos para o grupo cobrar propina de criminosos que respondem a mandados de prisão em aberto. Ele, assim como Peixão, continua foragido.
De acordo com o Gaesf, os investigados já foram denunciados e são réus. Os crimes pelos quais eles respondem vão de formação de quadrilha armada e tráfico ilícito de armas a ocultação de bens, quebra de sigilo de função e agiotagem, passando ainda por acusações que envolvem drogas e armas, tudo conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
total compromisso com a transparência e a lisura na atuação policial militar, não tolerando o cometimento de crimes ou desvios de conduta por parte dos seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos
Comando da Polícia Militar, em nota
A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimento disciplinar para checar a conduta de Carlos Barnabé e afirmou, em nota, não tolerar desvios por parte de seus servidores. A PM também disse que abrirá procedimento administrativo para avaliar os agentes envolvidos, e sua Corregedoria Geral segue prestando colaboração. A Alerj não havia se manifestado até a publicação.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- G1 “Operação Magen: Ex-assessor da Alerj é preso com fuzil e R$ 33 milhões | G1”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.


