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PL rejeita acordo e mira impeachment de Moraes e Dino no Senado em 2027

Partido calcula ter 49 votos no Senado, cinco a menos que os 54 necessários, e descarta poupar o ministro do STF em negociação.

Por Redação Poder BR 2 min de leitura
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Foto: Reprodução/www.correio24horas.com.br

Em 30 segundos

  • O PL quer levar impeachment contra Alexandre de Moraes em 2027 e rejeita qualquer acordo para blindar o ministro do STF.
  • Segundo o jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a legenda conta com 49 votos favoráveis no Senado, cinco a menos que os 54 necessários.
  • Setores do PL e da campanha de Flávio Bolsonaro classificam o afastamento de Moraes como 'inegociável', segundo o portal g1.
  • Flávio Dino também está na mira do partido, a depender da atuação do ministro caso Flávio Bolsonaro vença a disputa pela Presidência.

O PL decidiu apostar em 2027 para tentar derrubar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) e descartou qualquer tipo de acordo para blindar o magistrado. O jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, afirma que a sigla já conta com 49 votos no Senado a favor da abertura do processo — cinco a menos que a maioria de 54 exigida para aprovar a medida.

O g1 ouviu setores do PL e da campanha de Flávio Bolsonaro que classificam o afastamento de Moraes como 'inegociável' e já preparam uma ofensiva no Senado para o ano que vem. A expectativa da legenda é que o ministro mantenha a postura combativa, o que reforçaria a disposição de seguir com a iniciativa.

Acordão é rejeitado pelo PL

A recusa do PL vai na direção contrária à leitura feita pelo entorno de Flávio Bolsonaro sobre o que aconteceu nesta segunda-feira. Aliados do candidato, conforme Junqueira, viram sinais de que integrantes do Supremo identificados como próximos do governo estariam dispostos a abrir uma negociação política.

Para esses aliados, a conversa giraria em torno de dois pontos centrais: a revisão da prisão de Jair Bolsonaro e a concessão de uma anistia aos condenados pelos episódios de 8 de janeiro. Em troca, os ministros da Corte ficariam protegidos de processos de impeachment.

Entre os gestos lidos como abertura está o novo pedido de revisão criminal que a defesa do ex-presidente apresentou. O relator do caso, Kassio Nunes Marques, indicou que pretende levar o processo à pauta depois do segundo turno. Outro ponto observado foi o apoio de Michel Temer a Flávio Bolsonaro, anunciado antes de outros partidos e candidatos derrotados: Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e é apontado como elo entre o ministro e a família Bolsonaro.

Ainda conforme Junqueira, o PL preferiria ver o próprio Supremo abrir uma apuração sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro e afastar o ministro durante o andamento da investigação.

Dino também está na mira

O partido também avalia mirar Flávio Dino. Nessa hipótese, o movimento estaria atrelado à conduta do ministro caso Flávio Bolsonaro vença a disputa pela Presidência.

O condicionamento está na maneira como o ministro conduziria as investigações. O grupo teme que ele avance na apuração sobre interferência estrangeira nas eleições para questionar uma eventual vitória do candidato do PL, ou que mantenha sob sigilo apurações sobre eventuais irregularidades no uso de emendas parlamentares.

Ministros do STF ouvidos pelo g1 defendem esperar a nova composição do Senado se assentar. O portal aponta fatores a serem observados: posições distintas entre os eleitos ligados ao bolsonarismo, pendências judiciais que envolvem parlamentares e o espaço para conversar com nomes próximos ao Centrão.

Fontes

Os fatos desta notícia vêm destes veículos:

Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.

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