Kátia Abreu é aplaudida no PT ao pedir 'menos Janja e mais Alckmin' e criticar campanha de Lula
Ex-senadora chamou o comando da campanha de 'paulistas sem voto' e foi ovacionada pelos cerca de cem presentes na sede do partido em Brasília.
Em 30 segundos
- A ex-senadora foi a voz mais ovacionada no encontro de cúpula do PT desta terça, chamado para avaliar o resultado do primeiro turno.
- Segundo quem estava presente, ela chamou o comando nacional da campanha de Lula de 'paulistas sem voto' e pediu 'menos Janja e mais Alckmin'.
- Para dirigentes petistas, a música gospel cantada por Janja nos comícios não atrai o público evangélico, já que a primeira-dama não é evangélica.
- Edinho Silva prometeu ajustes na comunicação e se disse favorável a trazer o vice Geraldo Alckmin para a coordenação.
A voz mais ovacionada na reunião da cúpula do PT desta terça-feira, em Brasília, convocada para avaliar o primeiro turno, foi a da ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu. Filiada ao partido este ano, ela é coordenadora da campanha de Lula no Tocantins e usou o microfone para atacar três frentes: o comando nacional da campanha, a comunicação do governo e a postura da primeira-dama Janja da Silva.
Pelos relatos de quem participou, ela definiu o núcleo que toca a campanha como feito de "paulistas sem voto". O rótulo encontra eco nos resultados de São Paulo: Haddad, candidato petista ao governo do estado, ficou atrás de Tarcísio de Freitas (Republicanos) já no primeiro turno, e Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), as duas ao Senado na mesma chapa, também não conseguiram cadeira.
Ela traçou ainda um diagnóstico para a frente de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa: na avaliação dela, a comunicação da campanha presidencial andou na direção errada. Foi assim que ela conectou o resultado do primeiro turno às escolhas de marketing do governo.
A entrada de Kátia Abreu no PT aconteceu este ano, depois de passagens dela por outras siglas — DEM, PP e MDB. Na Câmara, ela comandou a bancada ruralista, chefiou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff, com quem mantém relação de proximidade.
Críticas a Janja e defesa de mais espaço para Alckmin
Antes de tocar no assunto Janja, ela avisou que só entraria nele porque também é mulher. Na sequência, disse considerar um erro a primeira-dama subir ao palco para cantar música gospel nos comícios do marido, prática registrada durante todo o primeiro turno.
Outros dirigentes foram na mesma direção: para eles, o fato de a primeira-dama não ser evangélica torna aquele canto um gesto que não lhe cabe. Na leitura dessas pessoas, a atitude desagrada justamente o público que a campanha queria conquistar, em vez de trazê-lo para perto.
Outro ponto da fala foi a defesa de mais espaço para o vice Geraldo Alckmin na campanha. Quando terminou pedindo "menos Janja e mais Alckmin", recebeu a maior salva de palmas do encontro, diante de cerca de cem pessoas no auditório da sede do partido em Brasília.
Reunião marcada por reclamações sobre comunicação e agendas
Participaram do encontro, além da executiva petista, parlamentares e quem lidera a campanha de Lula nos estados. Os ataques se concentraram em três alvos: Janja, o setor de comunicação e o próprio Edinho Silva, que acumula a presidência do PT com a coordenação-geral da campanha presidencial.
Na parte de comunicação, o reclame foi unânime: a campanha deveria mirar o futuro, não o legado do presidente, porque o eleitor, segundo os presentes, decide olhando para frente. Ele também foi cobrado pelas agendas montadas nos estados — a avaliação era de que Lula precisa pisar mais em territórios dominados pelo bolsonarismo, a exemplo do Centro-Oeste e do Sul de Minas.
Em determinado momento, o encontro foi suspenso: Edinho deixou o auditório por alguns minutos, e os participantes preferiram esperar seu retorno antes de seguir, justamente porque ele era um dos alvos das críticas e precisava ouvir o que o partido tinha a dizer.
Nós debatemos a linha política desse segundo turno, que, essencialmente, é nós confrontarmos os dois projetos que estão em disputa.
Edinho Silva, presidente do PT e coordenador-geral da campanha de Lula
O coordenador-geral prometeu ajustes na comunicação para marcar melhor a divergência entre os dois finalistas — o que, nas palavras dele, não dá para fazer quando há vários candidatos na disputa. Ele ainda se declarou a favor de trazer Alckmin para perto e para dentro da coordenação no segundo turno, já que, segundo ele, o vice "ajuda a ampliar diálogos com setores da sociedade".
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- O Globo “Kátia Abreu é aplaudida em reunião do PT ao dizer que campanha de Lula é comandada por ‘paulistas sem voto’ e pedir ‘menos Janja e mais Alckmin’”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.


