Fim da 6x1: Lula pressiona Senado e cobra posição de Flávio na reta eleitoral
PEC prevê 5 dias de trabalho e 2 de folga, sem corte no salário; PL defende jornada flexível e quer debate após a eleição.
Em 30 segundos
- Lula defende o fim da escala 6x1 e diz querer ver a redução da jornada 'sair do papel', com 5 dias de trabalho e 2 de folga, sem redução salarial.
- A proposta limita a jornada a 40 horas semanais, já saiu da Câmara e da CCJ do Senado, mas ainda depende de dois turnos no plenário.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é contra o modelo proposto e defende jornada flexível, negociada entre empregado e empregador, com possível corte de salário.
- Governistas querem votar os dois turnos antes do segundo turno; PL e Republicanos se reúnem na quarta-feira (7) para tentar evitar a votação.
Nesta terça-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais uma vez saiu em defesa do fim da escala 6x1 e disse querer ver a redução da jornada deixar de ser promessa. Em fala na sede da coordenação da campanha, ele apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário no segundo turno, como alguém que se opõe à proposta em discussão no Congresso. O Senado começou a analisar o texto nesta mesma terça.
O que está em discussão no Congresso é uma proposta que limita a jornada a 40 horas por semana, distribuídas em 5 dias de trabalho e 2 de folga, sem mexer no salário. A matéria já saiu da Câmara e ganhou o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado; falta passar pelos dois turnos de votação no plenário da Casa.
O que Lula disse sobre Flávio
Para o presidente, a votação vai permitir que o eleitor descubra "quem é quem" na política, e ele tratou o processo como primeiro teste para o PL mostrar o que quer para o país. Segundo Lula, seu adversário precisará decidir se orienta a bancada do partido a apoiar o fim da escala ou se opta por manter a rotina atual. Ele ainda acusou o PL de tentar boicotar a tramitação da proposta no Senado.
Já Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha
Lula, presidente da República
Nas redes sociais, o presidente reforçou o modelo 5x2 sem qualquer desconto no salário. Para ele, quem trabalha quer ganhar melhor, mas também quer tempo para descansar, cuidar da saúde e conviver com a família.
A proposta de Flávio Bolsonaro
O senador carioca já deixou claro que não apoia a mudança nos termos aprovados no Congresso. O candidato do PL defende uma jornada flexível, acertada diretamente entre empregado e empregador, modelo que pode incluir queda no salário caso a carga horária diminua. Numa conversa com empresários na Fiesp, em agosto, ele propôs que cada profissional pudesse decidir quanto quer trabalhar.
Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para que o trabalhador escolha a sua própria carga horária. Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar oito horas por dia porque não têm como deixar seus filhos
Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência
No projeto do candidato, elas ajustariam a jornada conforme a própria rotina e receberiam um voucher para custear creche privada quando não houver vaga na rede pública. Questionado na terça-feira, Flávio reafirmou que quer dar mais liberdade para que cada trabalhador escolha a própria carga horária.
Corrida contra o tempo no Senado
Entre os governistas, o clima é de correria para aprovar o texto em dois turnos antes do segundo turno, no dia 25 de outubro. Eles também apostam em expor integrantes da oposição que tentem evitar a votação. Do outro lado, parlamentares do PL e do Republicanos marcam reunião para quarta-feira (7) para desenhar uma forma de travar a votação.
O debate vem no calor da disputa presidencial: Flávio fechou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Ainda em agosto, a campanha do senador tentou empurrar a PEC para depois da eleição — o PL argumentava que uma mudança desse porte merecia discussão mais profunda, fora do calor da campanha.
Lula disse estar confiante de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vai colocar a proposta em votação, e que a Casa repetirá a decisão já tomada pela Câmara. Para o presidente, o PL vai demonstrar se tem coragem ou não de votar a favor do fim da escala.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- G1 “Fim da escala 6x1: Lula defende jornada 5x2 e critica Flávio | G1”
- SBT News e SBT Jornalismo (YouTube, imagens) “Alcolumbre faz aceno a Lula e analisa fim da escala 6x1 logo após 1º turno | #SBTBrasil”
Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.


