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Polícia Civil investiga nove mortes com características de execução em São Paulo

Corpos foram encontrados ensacados, decapitados ou queimados em 30 dias; até agora, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

Por Redação Poder BR 3 min de leitura
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Foto: Reprodução/G1

Em 30 segundos

  • A Polícia Civil apura ao menos nove mortes com sinais de execução na capital paulista em cerca de 30 dias, entre setembro e o começo de outubro.
  • Os corpos apareceram dentro de sacos, enrolados em cobertores, desmembrados, decapitados, baleados ou queimados; as mortes são tratadas como homicídio.
  • Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso, e o DHPP trabalha com hipóteses como vingança, justiçamento e envolvimento de facção criminosa.
  • O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou a hipótese de serial killer e afirmou que cada caso é uma história.

Ao menos nove pessoas mortas em São Paulo com sinais de execução viraram alvo de inquéritos da Polícia Civil. Os casos se concentram entre o início de setembro e o começo de outubro — cerca de 30 dias —, com cadáveres encontrados dentro de sacos, enrolados em cobertores, desmembrados, decapitados, baleados ou queimados. Todas as mortes são tratadas como homicídio, e nenhuma prisão foi feita até agora.

Algumas das vítimas tinham antecedentes criminais, o que leva os investigadores a trabalhar com a hipótese de execuções cometidas por outros criminosos. Oito delas já passaram por identificação: sete são homens e uma é mulher.

Onde e quando aconteceram os casos

O levantamento da reportagem mostra que o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) distribui os casos em quatro na Zona Leste, três na Zona Sul, uma na Zona Norte e uma na Zona Oeste. O Centro não registrou ocorrência do tipo.

No Jabaquara, Zona Sul, um cadáver totalmente embalado em saco e amarrado foi localizado em 5 de setembro. Já em 19 de setembro, restos de um corpo desmembrado apareceram em um barranco do Jaçanã, na Zona Norte. E em 27 de setembro, uma cabeça foi encontrada no Jardim São Luís, também na Zona Sul.

Entre as linhas investigadas estão vinganças, justiçamentos, desavenças e possível participação de grupos criminosos, inclusive o PCC. Ainda que algumas cenas guardem semelhança, policiais dizem que não há indício de que as vítimas se conhecessem ou de que os crimes tenham os mesmos autores.

Hipótese de serial killer é descartada

A ideia de um assassino em série circula nas redes sociais, mas o secretário da Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, negou essa possibilidade em entrevista ao g1 nesta quarta-feira (7). A semelhança observada em algumas cenas está na maneira de embalar ou envolver os corpos; já os métodos usados para matar variam de um caso para o outro.

Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes

Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública de São Paulo

Em comunicado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o DHPP trata cada caso de forma independente e que as apurações, até aqui, não encontraram elementos que liguem as ocorrências ou apontem uma única autoria. Segundo a pasta, os investigadores já miram suspeitos e possíveis motivações nas mortes em que a vítima foi identificada.

Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento, além de outras circunstâncias específicas de cada crime

Nota da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP)

A SSP ainda destaca que os casos têm dinâmicas, locais e métodos diferentes, e que o uso de sacos plásticos ou tecido em parte deles não bastaria para indicar vínculo entre os crimes — esses materiais podem estar associados ao transporte ou à ocultação do corpo. Todos os inquéritos seguem abertos e sob investigação.

O que falta na resposta do Estado

Enquanto o debate público se concentra na hipótese mais chamativa — a de um possível serial killer —, os números que interessam são outros: nove mortes em cerca de um mês e nenhuma prisão. Também chama atenção a concentração de casos nas zonas periféricas da capital, justamente onde a sensação de insegurança costuma pesar mais no dia a dia do morador.

Fontes

Os fatos desta notícia vêm destes veículos:

  • G1 “Polícia apura série de mortes suspeitas de execução em SP | G1”
  • SBT Jornalismo e SBT News (YouTube, imagens) “SP: polícia investiga 9 mortes com sinais de execução; suspeita de “tribunal do crime”| #SBTNotícias”

Texto escrito com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado pela redação. A apresentação em vídeo é gerada por IA.

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